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Especialidade integrativa

Reabilitação Orofuncional: cuidado para face, mandíbula e deglutição.

Protocolo integrado para DTM, paralisia facial, bruxismo, disfunções miofuncionais e reabilitação da musculatura orofacial.

Protocolo de Reabilitação Orofuncional
Para quem é

Você pode se beneficiar se…

Disfunção temporomandibular (DTM) com dor e estalido

Bruxismo e tensão facial crônica

Paralisia facial periférica (paralisia de Bell) e central

Cefaleia e enxaqueca de origem cervicogênica/mandibular

Disfunções miofuncionais (postura de língua, deglutição atípica)

Como funciona

Um caminho claro do primeiro contato à alta.

01

Avaliação orofacial

Análise da ATM, musculatura, mobilidade cervical e padrão postural.

02

Terapia manual específica

Mobilização da ATM, liberação miofascial intra e extraoral, dry needling.

03

Exercícios orofaciais

Treino motor específico para reabilitação muscular e funcional.

04

Integração com odonto e fono

Trabalho conjunto com dentista, ortodontista e fonoaudiólogo.

A região orofacial é território fisioterapêutico

A musculatura orofacial, masseter, temporal, pterigóideos, músculos da expressão facial, supra e infrahióideos, é tão fisioterapêutica quanto qualquer outro grupo muscular. As disfunções dessa região são extremamente prevalentes e frequentemente mal tratadas: a disfunção temporomandibular (DTM) afeta entre 25 e 35% da população adulta; o bruxismo está presente em mais de 20% dos adultos; a paralisia facial periférica (Bell) atinge cerca de 30 casos por 100.000 habitantes por ano. Em todos esses quadros, a fisioterapia tem evidência sólida, sozinha ou em combinação com tratamento odontológico, fonoaudiológico e médico. Na Ciência Funcional, oferecemos essa especialidade com fisioterapeuta com formação específica em terapia manual orofacial.

DTM e bruxismo: além da placa de mordida

A disfunção temporomandibular é multifatorial: envolve sobrecarga articular, hipertonia muscular, hábitos parafuncionais (apertar os dentes, mascar chiclete), estresse, postura cervical e oclusão dentária. O tratamento exige integração, a placa de mordida feita pelo dentista é importante, mas isolada raramente resolve. A fisioterapia adiciona: mobilização articular específica da ATM, liberação miofascial intra e extraoral (incluindo trabalho dentro da boca, com luva, em pterigóideos profundos), dry needling em masseter e temporal, exercícios de controle motor mandibular, reeducação postural cervical (a postura da cabeça influencia diretamente a ATM) e técnicas comportamentais para reduzir hábitos parafuncionais. A combinação produz resultados consistentes.

Paralisia facial periférica

A paralisia facial periférica (mais comumente paralisia de Bell, mas também por trauma, herpes-zoster, tumores, pós-cirúrgico) deixa a metade do rosto sem movimento, incapaz de fechar o olho, sorrir, falar com clareza. A reabilitação fisioterapêutica precoce, iniciada idealmente nas primeiras duas semanas, faz diferença significativa na recuperação. Trabalhamos com avaliação por escalas validadas (House-Brackmann, Sunnybrook), estimulação elétrica funcional cuidadosa, biofeedback com espelho, exercícios miofuncionais específicos para cada músculo facial, técnicas de mímica facial graduais e prevenção de sincinesias (movimentos involuntários que podem surgir na recuperação mal conduzida). Em parceria com neurologista e otorrinolaringologista.

Cefaleia, enxaqueca e dor cervicogênica

Muitas cefaleias têm origem ou componente cervical e orofacial. A cefaleia cervicogênica, a cefaleia tensional crônica e até a enxaqueca em parte dos pacientes respondem extraordinariamente bem à terapia manual cervical superior, à liberação de pontos-gatilho em trapézio superior, esternocleidomastoideo, temporal e masseter, à correção postural e ao tratamento de DTM associada. Em pacientes com enxaqueca, o tratamento fisioterapêutico não substitui o tratamento neurológico, mas o complementa, reduz frequência das crises, intensidade e consumo de medicação de resgate. Em todos esses quadros, trabalhamos em comunicação com neurologista, otorrino, dentista e fonoaudiólogo, integrando o cuidado.

Evidência científica

Revisões sistemáticas (Cochrane, 2019; JAMA, 2020) confirmam eficácia da fisioterapia para DTM, paralisia facial periférica e cefaleia cervicogênica, com nível 1 de evidência.

FAQ

Dúvidas sobre este tratamento

Sim, em algumas técnicas de liberação miofascial intraoral, sempre com luva, consentimento e respeitando seu conforto.

Sim. Frequentemente são complementares, comunicamos com seu dentista para alinhar o plano.