Eletrólise Percutânea: solução para tendinopatias crônicas.
Aplicação de corrente galvânica via agulha guiada por ultrassom para tratar tendinopatias crônicas refratárias, evidência consolidada em medicina esportiva.
Você pode se beneficiar se…
Tendinopatia patelar (joelho de saltador)
Tendinopatia do calcâneo (Aquiles)
Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) e medial
Fascite plantar crônica
Tendinopatias do manguito rotador
Um caminho claro do primeiro contato à alta.
Diagnóstico por imagem
Avaliação clínica + ultrassom para localizar exatamente a lesão tecidual.
Aplicação guiada
Agulha de acupuntura guiada por ultrassom inserida no tendão lesionado.
Corrente galvânica
Aplicação controlada da corrente para desencadear resposta regenerativa.
Exercício excêntrico
Programa complementar de fortalecimento essencial para sucesso.
Uma tecnologia que mudou o tratamento de tendinopatias crônicas
A eletrólise percutânea (EPI, Electrolisis Percutánea Intratisular, ou EPTE, Electrolisis Percutánea Terapéutica) é uma técnica desenvolvida na Espanha, hoje difundida internacionalmente em fisioterapia esportiva. Combina três elementos: uma agulha de acupuntura, um aparelho específico que gera corrente galvânica controlada e a guia por ultrassom para precisão milimétrica. Quando aplicada no interior de um tendão degenerado, a corrente provoca uma reação eletroquímica controlada que desencadeia uma resposta inflamatória aguda, exatamente o que o tendão crônico precisa, pois sua característica é justamente a ausência de inflamação ativa e a desorganização das fibras de colágeno. Essa resposta inflamatória controlada inicia o processo de regeneração tecidual.
Quando a eletrólise é indicada
A indicação principal é para tendinopatias crônicas (mais de 3 meses de evolução) refratárias ao tratamento conservador convencional. Os quadros com melhor resposta na literatura são: tendinopatia patelar (joelho de saltador, frequente em atletas de vôlei, basquete e corrida), tendinopatia do calcâneo de Aquiles (especialmente a porção média), epicondilite lateral (cotovelo de tenista) e medial (golfista), fascite plantar crônica e tendinopatias do manguito rotador. Para todos esses quadros, a eletrólise tem evidência crescente, não substitui o exercício excêntrico (pilar do tratamento de tendinopatia), mas o complementa, acelerando a resposta e permitindo retorno mais rápido à atividade. É especialmente valiosa em atletas e em pacientes que já tentaram fisioterapia tradicional sem sucesso pleno.
Como é o procedimento
A aplicação é ambulatorial, dura entre 20 e 40 minutos e é realizada por fisioterapeuta com formação específica em EPI/EPTE e em ultrassom musculoesquelético. Localizamos por imagem a região exata da lesão tendínea, antissepsiamos a pele e inserimos uma agulha fina, guiados pelo ultrassom em tempo real, garantindo que a ponta esteja exatamente na zona alvo. Aplicamos então a corrente galvânica em parâmetros controlados (intensidade, duração e número de descargas), conforme protocolo para a condição. A sensação durante a aplicação é de queimação local moderada, descrita como tolerável pela maioria. Após a sessão, recomenda-se evitar atividade física intensa por 48 horas. O ciclo típico é de 3 a 6 sessões, com intervalo semanal.
Eletrólise não é isolada, é parte de um programa
É essencial entender que nenhuma técnica isolada resolve tendinopatia crônica. A eletrólise acelera a resposta regenerativa, mas o tratamento definitivo passa obrigatoriamente por exercício excêntrico progressivo do tendão acometido (programa de 8 a 12 semanas), correção de fatores biomecânicos (calçados, técnica esportiva, fortalecimento de cadeias musculares envolvidas) e manejo de carga. Construímos um plano integrado, no qual a eletrólise é uma das ferramentas. Em pacientes bem selecionados, em geral atletas com tendinopatias refratárias, os resultados são excelentes, retorno ao esporte sem dor, sem necessidade de cirurgia e com tendão estruturalmente mais saudável (comprovado em ultrassom de controle).
Ensaios clínicos randomizados (Valera-Garrido et al., 2014; British Journal of Sports Medicine, 2017) demonstram superioridade da EPI + exercício excêntrico vs exercício isolado em tendinopatias crônicas.
Dúvidas sobre este tratamento
É desconfortável durante a aplicação da corrente, sensação de queimação tolerável. Após a sessão, em geral só leve dolorimento por 24-48h.
Geralmente 3 a 6 sessões com intervalo semanal, sempre associadas a exercício progressivo.
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